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Inveja!

VAIDADE… QUANTA VAIDADE !!!

Soberba, orgulho, arrogância, vaidade e altivez são palavras que possuem significados muito próximos nos dicionários. Especialistas consideram que todos estes sentimentos sejam sinônimos.

Pessoas tomadas por estes sentimentos são aquelas que olham para si como dignos de admiração pelos outros. Crêem que estão acima das demais pessoas, seja por sua beleza física, qualidades intelectuais, erudição, cultura ou condições financeiras.

Por questões práticas, vou juntar aqui todos estes sentimentos no adjetivo que a Igreja Romana usou para batizar um dos sete pecados capitais: Vaidade.

“Eu sou o máximo!

Comigo ninguém pode!
Deus no céu e eu na terra!
Orgulho-me de minha humildade…”

O vaidoso é aquele indivíduo arrogante, que se julga superior, melhor, acima. A pessoa que olha para as opiniões alheias com desprezo, ou na melhor das intenções, até com dó mesmo e sobre os que professam opiniões diferentes das suas, pensa: Idiotas!

O vaidoso tem orgulho exagerado de suas conquistas, de suas coisas, de suas idéias, de sua existência que trás beleza e sabedoria ao mundo.

A Bíblia diz que “Deus perdoa todos os pecados dos humildes, mas os arrogantes serão castigados”. Veja que interessante… Porque este sentimento é tão rejeitado por Deus?

Segundo a teologia cristã mais aceita na atualidade, Lúcifer, o grande camarada de Deus, em função de sua beleza e “posição social”, tornou-se um sujeito arrogante e soberbo. Orgulhoso de suas qualidades, a tal ponto de embriagar-se em sua vaidade e desejar em seu coração ser igual a Deus. Seu fim, todos sabem: Foi expulso da presença de Deus, convertendo-se Satanás.

É isto! O vaidoso é um semi-deus.

Sentimentos extremados de orgulho e vaidade eliminam de nossas vidas a necessidade e a glória de Deus, posto eu ser bom demais!

Assim:

  • Bênçãos dadas por Deus passam a ser encaradas como conseqüências do trabalho.
  • Vitórias obtidas pela misericórdia divina, viram conquistas pessoais.

Deus vai sendo esquecido e o EU vai sendo entronizado, elogiado, louvado, inflado, endeusado. O sujeito vira o seu próprio Deus. Mas Deus, o Senhor, não divide a sua glória… Por isso, para tais sujeitos, Deus faz questão de mostrar quem realmente manda.

Não raro o fim dos arrogantes é a desgraça, mesmo que momentânea, objetivando trazer cura para esta patologia emocional.

A grana pode acabar.
A saúde pode faltar.
A família pode esfacelar-se.
A demissão pode bater à porta.
O vaidoso pode descobrir sua real impotência.

A vontade de Deus é que todos o reconheçam como Deus.


Em função de minha estória de vida, sempre fui uma criança humilde. Mas, como muitos me olhavam com desprezo e poucos apostavam em mim e no meu futuro, eu mesmo tive que apostar em mim. Sozinho, tive que crer que eu poderia ser bom. Acreditei muito. Acreditei que eu iria furar a lógica do sistema. Acreditei que não seria um párea. Tive que acreditar que eu era bom e esta crença me ajudeou a me aceitar. Entreguei minha vida para Cristo e Deus entrou em cena me dando bênçãos e conquitas e, ato contínuo, vieram elogios, afagos e reconhecimentos do mundo que antes desprezou-me. Humildemente, sempre trasnmiti para Deus a honra que queriam me dar, mas em determinado momento, após muito assédio, fraquejei e acreditei naquelas vozes: acreditei que eu realmente era muito bom!
Deus no céu e Luciano na terra!
Este foi o início da queda do Zeppelin. Cheguei na lama de onde antes havia saído e fui recordando que, em minha vida, todas as conquistas não haviam sido propriamente minhas, mas foram fruto da Graça do Pai.
Deus me deu a oportunidade de me encontrar comigo mesmo e descobrir que eu era muitas vezes menor que estava supondo…


Não somos nosso próprio Deus. Nem somos nossos donos.


No trono de Deus não cabe nosso ego assentado.

(A VAIDADE EXCESSIVA, MESMO EM SEU NÍVEL MAIS SIMPLES – COMO A OBSESSÃO PELA BELEZA FÍSICA – PODE SER AVASSALADORA. VEJA ESTE FILME)



VÍDEO “EU AMO MEU PECADO!”

MÃE, ONDE ESTÁ O MEU PAI?

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Há duas décadas eu pude sentir “na pele” e na alma tudo o que a paternidade pode significar para alguém. De repente, ainda na maternidade, chega aos meus braços uma coisinha completamente indefesa e, claro, para mim, não havia qualquer dúvida: aquela era a criança mais linda que eu já havia visto no mundo…

Meu primeiro sentimento foi de dó! Fiquei morrendo de dó de todos os demais pais e mães do mundo, afinal, os recém-nascidos eram as coisas mais horrorosas que podiam existir. Eu não gostava de sequer vê-los, todos enrugados, cabelos ralos, avermelhados, mais próximos de s de rato do que de gente. Nunca havia me simpatizado com qualquer recém-nascido e achava um absurdo quando via alguém dizendo: “Como é lindo este bebê!”. Poxa! Quanta falsidade! Sempre pensava.

Mas o meu bebê não… O meu era não apenas lindo, mas era um bebê lindíssimo, maravilhoso, perfeito, sem qualquer feiura própria dos recém-nascidos. Minha querida Luciana já nasceu linda e pronta! A única do mundo… “Como, Deus, pude eu ter sido O privilegiado?”

O pior era que eu não tinha qualquer receio em dizer este descalábrio para todo mundo que nos visitava na maternidade ou depois, em casa. Dizia isto com a cara mais lavada do mundo… Hahahahaha! Claro, todas as visitas, por constrangimento, me olhavam meio sem-graça e, balançavam com a cabeça concordando. Fazer o quê? Os pais são mesmos cegos. Cegos de amor!

Demorei a perceber que aquele era um fenômeno comum ante a tão desejada e aguardada paternidade. Deus havia feito assim! De repente, do nada, surge um amor incondicional por alguém que antes não existia. De repente a gente perde todas as nossas certezas. De repente, um sentimento sem sentido dá todo o sentido para nossa existência. De repente você chora. Fica bobo. Virá leão. Vira bicho mesmo… De repente… Bastou um olharzinho dela fitando meus olhos e eu desabei… Um buraco abriu embaixo dos meus pés e fiquei com medo, sem rumo, feliz, incontido, inseguro e a maior de todas as certezas profundamente invadiu minha alma: “Por ela posso até morrer!”

Meu amigo Joberson também experimentou a paternidade, há poucas semanas. Logo ele escreveu uma frase no Facebook que travou minha retina:

“Ser pai para mim é me sentir como Deus… Não porque posso mandar, mas porque posso morrer, se preciso for, pela minha filha!”      Joberson Lopes.

Quando me tornei pai, pude melhor entender a relação de Deus comigo (e com você). Pude entender (um pouquinho mais, apenas um pouquinho mais) do que é amor incondicional. Saber que Deus me ama mais que eu amo meus filhos é algo deliciosamente constrangedor. Me dá a paz que eu preciso e que se converte em uma absoluta tranquilidade ante a vida, seus desafios, surpresas, ausências e inseguranças.

Certamente que minha filha Luciana sofreu tudo o que a vida faz com a gente para nos fazer grandes e fortes, mas, a tranquilidade advinda da invariável presença de pai e mãe deu a ela segurança e confiança, como toda criança precisa para desenvolver uma alma saudável. A presença dos progenitores é tão essencial na formação emocional do ser humano que a ausência de um deles, ou de ambos, causa todas aquelas doenças de alma cada dia mais comuns. Doenças mais comuns porque as ausências paternais/maternais estão cada década mais valorizadas, como consequência de uma sociedade que prega que o egoísmo é bacana.

Trocando em miúdos:

  • Mulheres que por sentirem-se solitárias, “arranjam” um filho para ser uma companhia e uma razão existencial – e que se dane se ele será traumatizado por não ter pai…
  • Homens que engravidam mulheres, mas não assumem sua responsabilidade ante seus atos – até dão a pensão alimentícia, mas não pagam a dívida de carinho que contraíram com aquela nova vida… E que se dane se ela será traumatizada por não ter pai presente…
  • Casais que se separam porque não se toleram, ou porque engordaram, ou porque a relação está sem graça, ou porque o sexo já está uma bosta mesmo, ou por qualquer outra razão egoísta ou egocêntrica. Filhos? Que se danem se serão amargurados por não terem mais uma família… Depois eles serão curados quando “derem o troco”, pelo exemplo, se separando dos futuros cônjuges e também deixando os futuros filhos órfãos de família estruturada, repetindo o ciclo aprendido pelo exemplo dos pais. “Que se dane o sentimento da minha descendência! Afinal, eu me amo e minha felicidade e meus interesses estão acima de tudo!”

Percebo que muitos problemas emocionais e de autoestima de muitas moças com quem tenho conversado, bem como as angústias sexuais e existenciais de muitos rapazes, estão intimamente ligados à ausência paternal. Já li um estudo que afirmava que (ao contrário do que o senso comum latino ensina) as ausências paternais são mais severas na formação do caráter e das emoções do que as ausências maternais. Contudo, sem querer levantar um debate sobre a importância individualizada dos gêneros, foquemo-nos na importância da presença dos pais.

Voltemos à frase do Joberson.

Algumas religiões (ditas cristãs) pregam um Criador mal e castigador; Assim, contradizem o ensino de Jesus, que diz que Deus é bom e perdoador! Como estas religiões afirmam ser representantes de Deus na terra, muitas pessoas acabam acreditando na falácia e ficando com raiva de Deus, sem conhecê-lo de verdade. Pura ignorância. Alguns até, por medo, ou raiva de um suposto criador castigador, preferem ignorar a sua paternidade, fugindo de casa na adolescência da alma, dizendo: “Deus não existe!”.

Como é bom descansar no colo do meu pai celeste! Saber que o que eu senti e sinto por meus filhos não chega perto do verdadeiramente incondicional amor celestial incompreensível, que de graça perdoa e aceita, tanto você, quanto eu. Pela Graça!

Relaxa! E curta o cuidado do pai!

 

Luciano Maia

 

 

FELICIDADE?

Eu ainda não conheço ninguém de juízo cujo objetivo de vida seja alcançar a INfelicidade. Ao contrário, do gari ao filósofo, todo mundo quer mais é ser feliz!

Em busca da felicidade, fazemos de tudo: casamos, separamos, casamos de novo, estudamos para o concurso, pedimos demissão do emprego público, fazemos cursos técnicos, fazemos cursos inúteis, aprendemos fotografia, aprendemos a nadar, aprendemos a economizar dinheiro, tentamos ganhar mais dinheiro, lemos a Bíblia, lemos filósofos, viajamos, roubamos um beijo…

Instinto básico? Todos buscam a tal da felicidade!

Tem coisas que me fazem feliz. Como o pôr-do-sol por exemplo. É simples. É bem baratinho, mas me faz tão feliz… Fiquei triste nestes dias porque estão construindo uma casa ao lado da minha e o sol da tarde na janela da minha cozinha, irá se perder para sempre.

Ninguém quer ou busca a tristeza. Ao contrário, de Nietsche ao Seu Zé, a felicidade é algo que todo mundo quer. Como somos previsíveis!

Sendo este um tema tão recorrente no cotidiano humano, Jesus de Nazaré também se dedicou a esta crise existencial. Mantendo seu estilo de quebrar os paradigmas das nossas vãs filosofias, ele nos falou sobre a felicidade de uma maneira inusitada, original para dois mil anos atrás: A felicidade não é um destino a ser alcançado, mas uma maneira de viajar.

Jesus tirou o foco da felicidade nas coisas e nas pessoas. Afirmou que ser feliz não é ter isto ou ser aquilo. Muitos pensam que serão felizes quando se casarem, quando forem promovidos, quando tiverem uma bela casa ou um bom carro. Isto tudo são coisas boas, necessárias até. Dignas. Mas em si mesmas não são suficientes para manter um indivíduo em estado de felicidade. Quando alcançamos algumas destas coisas, como criança feliz com seu novo brinquedo, exultamos, mas logo precisamos de um novo carrinho, uma outra novidade que nos tire da rotina.

Conversei com uma amiga que está em crise porque aos 30 anos não se casou ainda e isto a faz infeliz. Conversei com outra que, com uma vida e família humanamente perfeitas, também está infeliz, só que por ter se casado. Esta crê que seria mais feliz solteira.

Felicidade?
Jesus nos ensina nos Evangelhos:
“Felizes são os que ouvem as minhas palavras e as praticam”.Soa arrogante? Ele pode!

Veja que não basta ouvir os seus ensinamentos, mas, sobretudo, devemos PRATICÁ-LOS. E qual é o ensino de Jesus?

(Não! Não se preocupe, porque não se assemelha aos ensinos de algumas “igrejas”)
Jesus, “em verdade em verdade”, ensina que devemos “amar o próximo como a nós mesmos”.

A palavra “próximo”, numa linguagem atual, fica mais bem traduzida por “outros”, “outras pessoas”. Em inglês, desde a primeira tradução, optou-se pela palavra “vizinho”. Portanto, um inglês ou um norte-americano cristão lêem que eles devem amar o “vizinho” como eles amam a eles mesmos…

Amar o vizinho!
Amar as demais pessoas como eu me amo.
Buscar o interesse do outro…
Amar os filhos e os pais é óbvio demais… Até os “maus” fazem isto!
Portanto o caminho da felicidade é pensar na felicidade do vizinho e não na minha felicidade.
Irônico?

“Isto é demais para minha cabeça. Sempre achei este andarilho curandeiro da Galileia meio louco mesmo. Ainda bem que o crucificaram”.
Jesus afirma que felizes são as pessoas que não pensam em si mesmas, mas pensam na felicidade do seu cônjuge. Que lutam pela felicidade do seu vizinho. Que desejam e procuram tornar a vida do colega de trabalho mais alegre e agradável.

Quem ama não trai. Quem ama não fere. Quem ama não é ciumento nem invejoso. Quem ama não deseja o mal. Quem ama não é arrogante nem soberbo. Quem ama luta pela justiça, não se alegra com o mal, mas alegra-se com o bem. Quem ama tudo espera, tudo suporta, tudo crê!
Altruísmo.
Amor ao próximo.
Abnegação.
Felicidade.
Simples demais?

Ou complicado demais?
Tente!

Será que Madre Tereza de Calcutá era feliz? Você não tem que ir tão longe. Você tem vizinhos. Comece por eles!

Sim, felicidade não é um lugar onde devemos chegar, mas uma maneira de percorrer a jornada da vida. Vamos viajar amando quem está do nosso lado, no mesmo ônibus.

Para Jesus, ser feliz é sairmos do nosso foco e colocarmos o foco no outro. Um paradoxo!

Jesus não encerra aqui seu discurso sobre a felicidade. Mas eu sim, por hoje. Este já foi um bom começo. Uma feijoada.

Voltando aos meus vizinhos novos que estão subtraindo meu pôr-do-sol, que por anos me fez tão feliz, meu desejo é que eles sejam muito, muito felizes em sua nova casa e que os seus pores-do-sol sejam eternos!

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Este filme fala por sí mesmo. Puro amor. Até o fechamento deste post, não havia disponível uma versão em português ou legendada, portanto, faço uma tradução “meia-boca” logo abaixo.

Minha tradução (tosca) para o português:

“Eu não vou cantar orações para meu marido. Não hoje. Tampouco vou falar sobre o quão bom ele era. Muitas pessoas já fizeram isso hoje, aqui. No lugar disso, vou falar de coisas que talvez façam alguns de vocês se sentirem desconfortáveis ou incomodados. Eu quero falar sobre o que acontecia na cama. Já tiveram dificuldade em ligar seus carros de manhã? (Barulhos de carro). Bom, era exatamente assim que David roncava.

Mas espere, roncar não era tudo. Tinha todo esse fluxo de ar rolando ali dentro dele. Algumas noites o ronco era tão intenso que ele acabava acordando. “O que foi isso?”, ele perguntava. “Foi o cachorro. Volte a dormir, querido.”Vocês devem achar isso tudo engraçado. Mas no final da vida de David, quando a doença estava em seu auge, era esse mesmo som me dizia que meu querido David ainda estava vivo.

E o que eu não daria só pra ouvir esses barulhos de novo antes de dormir?No fim, são dessas pequenas coisas que você se lembra, das pequenas imperfeições que o fazem perfeito para você. Por isso, digo para meus lindos filhos: espero que um dia vocês também encontrem seus parceiros de vida. E que eles sejam tão lindamente imperfeitos para vocês quanto seu pai foi para mim.”

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