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SUCESSO!!!

Sempre que eu despeço de alguém, costume despedir-me desejando “sucesso!” ao meu interlocutor:

_Tchau Luciano!

_Tchau! Sucesso para você!

Mas afinal, porque me despeço desta forma? Pois, o que é sucesso?

De forma genérica, sucesso pode ser interpretado como o estado da pessoa que atingiu os seus objetivos de vida. Numa visão mais mercadológica, uma pessoa de posses é tida como detentora de sucesso. Qualquer trabalho que atinja além das metas traçadas, é tido como um sucesso. Grandes bilheterias são um sucesso. Uma música muito executada faz do autor e intérprete pessoas de sucesso.

Há pessoas que não fazem questão de obterem reconhecimento profissional, familiar ou social. Sim, existem pessoas que fogem da notoriedade.

Há outras que notória e ardentemente desejam sucesso e o buscam com todas as forças.

Há os que o deseja, mas não assumem publicamente este ardor pelo sucesso, ou por medo das críticas, ou por medo do vexame de não atingir o sucesso publicamente prenunciado.

Entretanto, não conhecemos pessoas que ardentemente busquem o fracasso. Fracasso ninguém busca. Fracasso ninguém quer. Derrota não é desejo, mas conseqüência da existência. Nem o mais “low-profile” dos discretos dentre os humildes é capaz de conscientemente desejar ou buscar a antítese do sucesso.

Contudo, o que é mesmo sucesso?

Adão teve o privilégio de ter sido educado diretamente por Deus, mas não foi um educador de sucesso, posto um de seus filhos ter sido tão invejoso a ponto de praticar um fratricídio. Adão criou um assassino…

Moisés teve o privilégio de ter sido separado por Deus para libertar o povo hebreu escravizado no Egito. Foi educado na corte de faraó com status de príncipe, mas converteu-se num assassino, matando um soldado egípcio e escondendo o cadáver na areia. Moisés não pisou na Terra Prometida…

Davi foi escolhido por Deus para ser rei sobre os Judeus. Dominou nações. Saboreou vitórias. Mas teve uma vida familiar conturbada e recheada de fracassos. Premeditou o assassinato de Urias, posto a mulher deste fiel soldado ser uma gostosa (e não existir nem pílula anticoncepcional nem camisinha naquela época). O filho de Davi com Bete-Seba morreu…

Afinal, o que é o sucesso?

Em nossas vidas, sempre teremos altos e baixos. Vitórias e fracassos. Lances certeiros e equívocos desastrosos. Não existe uma vida que seja pontuada apenas por gols marcados, mas não raro o placar vira contra nós…

Sim, queremos coisas boas e ardentemente desejamos o sucesso, mas esta não é uma realidade constante na nossa existência: Todos pecamos. Todos erramos e, às vezes, Deus até permite que circunstâncias desagradáveis ponham nossa fé à prova.

Ser cristão não é ter certeza do sucesso perene, mas saber que Deus nos auxilia nos fracassos. Neste momento, estou com um amigo que está encerrando sua empresa, que ele inaugurou pouco tempo atrás com muito entusiasmo e esperança. Eu estou triste porque o negócio dele não “foi prá frente”… Este evento me derrubou hoje. Mas será que este foi um lance de  fracasso ou de sucesso? Numa análise imediatista, a morte de Jesus foi vista pelos seus seguidores como um estrondoso fracasso e motivos de desesperança. Mas, para Deus, a morte de Jesus foi a maior da vitórias do bem sobre o mal. Tem coisas em nossas vidas que nos fazem mais bem mortas do que vivas…

Andar com Jesus não é garantia do sucesso (como entendido no mundo natural) mas oportunidade de aprendizado com erros.

Deus não dá carro novo para quem não sabe dirigir. Há determinados desejos que não se concretizam porque Deus é bom e sabe que não saberemos lidar com o que desejamos.

Muitas vezes não temos estrutura emocional ou psicológica para chegar onde queremos chegar ou ter o que desejamos.

Por vezes o “não ter” pode ser interpretado aos olhos humanos como fracasso, mas como sucesso aos olhos do Pai.

Afinal, o que é o sucesso?

Nesta vida passageira, sucesso é conseguir aprender o que Deus quer nos ensinar. Nada mais!

João Batista? Decapitado… Ele foi um homem de sucesso, pois o seu ritual (o batismo) perdura por séculos…

Jesus? Foi condenado à pena de morte porque falava coisas que os religiosos não gostavam. Ele foi um homem de sucesso, pois seu discurso continua sendo reproduzido até hoje!

E quanto aos personagens do início deste texto (Adão, Moisés e Davi), posso afirmamr: foram homens de sucesso! Todos os erros que eles cometeram apenas apontam para a humanidade deles, denunciando e alertando que nós, mesmo dentro da vontade de Deus, cometeremos equívocos e falharemos muito, entretanto, o plano que Deus tinha para realizar por meio da vida daqueles homens foi realizado, apesar deles. Assim, Deus realizará os planos Dele para a sua vida, apesar de você.

O que é sucesso para você?

Fico por aqui: Tchau! Sucesso para você!

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Esta abaixo é uma história de sucesso?

Veja a emocionante história (real) de um casalzinho.
É para sorrir com os olhos… Ou chorar…
Ele se chama Casey.
Ela se chama Amy.
Ainda não sabemos os nomes dos que virão depois…

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=7733651&server=vimeo.com&show_title=1&show_byline=1&show_portrait=0&color=&fullscreen=1
Casey proposes to Amy from One Small Instrument Pictures on Vimeo.

CARPE DIEM: DE ERGOMÉTRICA OU BICICLETA?

Conversava hoje com um grande amigo sobre a sua vida ao lado de Jesus. Eu tenho 22 anos de caminhada no Evangelho. Ele, menos de dez anos. Logo que me converti ao Senhor, uma das minhas primeiras ações foi levar aquela indescritível alegria aos meus amigos e pude presentear este meu amigo com uma Bíblia Sagrada. Ela a manteve apenas guardada por vários anos, mas aos 33 de idade ele entregou sua existência a Cristo.

Hoje eu e ele conversamos sobre todo o tempo que ele caminhou com as próprias pernas, sendo dono do seu próprio destino e comparando aquela com esta atual fase da sua vida: dependência total de Deus.

Uma analogia surgiu do assunto: Tanto antes quanto depois da conversão a vida oferece suas demandas e é necessário “pedalar” a existência, esforçar-se para obter qualquer tipo de conquista.

Pedalar! Ao mesmo tempo em que faz bem para o corpo e a mente, mantendo-nos vivos, ativos e produtivos, também cansa, faz transpirar… A vida é assim, muitas vezes este “pedalar” diário nos leva à exaustão. Cansa-nos mesmo. Por vezes dá até vontade de parar e, algumas vezes, até o fazemos, para repor energias.

A diferença entre o “pedalar” com ou sem a figura do Cristo em nossas vidas é que, sem Cristo estamos pedalando uma ergométrica. Existencialmente não saímos do lugar. O esforço é feito, a energia é gasta e tanto alguns benefícios do exercício quanto o cansaço vêem.

Mas quando entregamos a Jesus os desejos e projetos dos nossos corações, tudo muda de figura. Sim, ainda temos que nos esforçar, temos sim que pedalar (e… continua nos cansando) mas a ergométrica é substituída por uma bicicleta de verdade… Assim, saímos do lugar existencial.

Horizontes dantes inimagináveis nos são descortinados. Novas perspectivas, novas matizes: chuva, sol, frio, calor, auroras e crepúsculos se alternam dando cor, sensações, surpresas, riscos e o prazer do pedalar. Livre! É muito mais divertido! Também é muito mais desafiador, posto se pararmos de pedalar, a bicicleta cai! Mas os novos horizontes, a compreensão de mistérios espirituais que o mundo não pode compreender sem o Espírito Santo, as oportunidades e descobertas, a indescritível sensação de enxergar coisas que ninguém do mundo está de fato vendo, são prazeres impagáveis… Não tem mesmo o que pague. Não tem aventura maior ou melhor!

Entregar a vida a Jesus de Nazaré é largar a falsa segurança medíocre da ergométrica. É largar o “osso” da pseudo-segurança baseada em nós mesmos e em nossos pobres mutáveis valores: Uma atitude covarde– perdoem-me por dizer!

Entregar a vida a Jesus é lançar-se louca, frenética e apaixonadamente para a maior aventura da vida, numa bicicleta que nos levará a lugares existenciais jamais imaginados. Descobertas da alma. Do próximo. Da existência e da essencia perdida, tão desejada, mas nos lugares errados buscada.

Como sou completo nesta louca, alucinada, inexplicável e indescritível escolha de vida! Como sou livre! Como morro de dó de quem está preso na escolha medíocre da ergométrica – falsa segurança!

Infelizmente muitos confundem “Cristo” com “religião”. Não estou aqui falando de normas, regras, doutrinas criadas por homens… Ou seja, não estou falando de religião.

Infelizmente muitas pregam “religião”, “metodismo”, estas coisas, quando deveriam pregar apenas Cristo. Como já disse NESTE ARTIGO AQUI: Cristo, sem a maquiagem da religiosidade medieval e moralista, é irresistível!

(Sinto-me hoje livre para externar esta minha opinião, posto tantos sentirem-se livres para opinarem sobre a minha escolha de vida. Entretanto, continuo pedalando e procurando relacionar-me com todos, sem intolerância religiosa – coisa medieval.)

Meu amigo, Paulo, terminou nossa conversa dizendo: “Quanto tempo eu perdi, Luciano. Como me arrependo de não ter me entregue a Jesus antes, e ter vivido há mais tempo nesta qualidade existencial que hoje vivo”.
Como disse o outro Paulo, o apóstolo: “…Foi para a liberdade que Cristo vos libertou…”

Já que é para pedalar, que seja de bicicleta! Curta a paisagem e verdadeiramente Carpe Diem!

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Este filme é uma homenagem ao meu amigo Paulo, protagonista desta reflexão.

E aí? Este guri do filme abaixo foi demitido ou ganhou sua liberdade?

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=uxezt4Ks5XA]

EU QUERO DINHEIRO!

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E quem não quer? Muito ou  pouco, todos queremos dinheiro! Naturalmente que os mais hipócritas dirão que não: Eu não quero dinheiro! Pergunto: Como não? Se ele é papel de troca de praticamente tudo?

Quer uma vida simples? Apenas as roupas que precisa para cobrir-se e poucos móveis distribuídos num apertado quarto e sala… Sim, toda esta simplicidade só pode ser comprada com dinheiro. No caso, pouco basta.

Para saciar sonhos grandiosos de consumo ou satisfazer básicas necessidades vitais, dinheiro é o ungido pelo sistema (seja ele de esquerda ou de direita).

Dinheiro não é problema (como alguns diriam, é solução). Ter dinheiro não é nem problema e nem pecado! Ser rico não é pecado. Até mesmo porque, riqueza é um dos conceitos mais frágeis que há, posto o que para um é riqueza, para o outro, pobreza é. Um pobre cidadão monalesco é bem rico ao lado de um cidadão senegalês de classe média! Ao passo que um rico moçambicano, talvez não cause qualquer inveja num mediano cidadão belga.

Certa vez, Marina Silva me contou que quando ela era criança, morando e extraindo seringa lá pelos cafundós da Amazônia, rico para ela era o motorista de caminhão, que uma vez ao mês aparecia em meio às parcas estradas de terra para apanhar a produção mensal de borracha. Para uma adolescente que não via gente, dizia ela, aquele motorista de caminhão era riquíssimo: “Quem teria tanto dinheiro no mundo que pudesse comprar um caminhão?”, pensava.

Sim! Sua pretensa simplicidade e pobreza, para alguns, certamente riqueza é…

Sim! Sua riqueza que a você empáfia empresta, para alguns, certamente é pobreza “d’la Mairie D’Issy”.

No entanto, problema de verdade, mais que escassez ou prosperidade, é o amor ao dinheiro, como ensinou o apóstolo Paulo ao seu pupilo Timóteo:

“Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos.” (extraído do capítulo 6, verso 10, da primeira carta de Paulo para Timóteo).

Que fique bem definido: uma coisa é ter dinheiro (pouco ou muito), outra coisa é AMAR DINHEIRO (seja o pouco ou o muito que se tenha).

No contexto do “amor ao dinheiro”, possivelmente, muitos pobres – talvez até por não tê-lo em abundância – o amem mais que alguns abastados e, por isso, talvez mais longe da vontade de Deus estejam. Paradoxal!

O que define santidade, ou ética financeira, não é a quantidade de moedas que estão dentro do bolso, mas o tipo de relacionamento que temos com elas.

 

images                                                      RACHEI DE RIR DESTA IMAGEM (PARA NÃO CHORAR!)

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Adoro os versos do Frejat que dizem:

“Eu desejo que você ganhe dinheiro,
Pois é preciso viver também.
E que você diga a ele, pelo menos uma vez,
Quem é mesmo o dono de quem.”                                          (Frejat, em Amor Pra recomeçar)

 

Acordamos cedo, dormimos tarde, estudamos, concursamos, empreendemos, corremos… Sem dinheiro não se come. Mas se você não usá-lo como uma ferramenta existencial, mas amá-lo como um deus terrenal, certamente que o dinheiro se converterá de bênção para maldição. Não duvide que o amor a ele pode ser a fonte de todos os males na sua vida.

Não me interprete mal, pois não estou pregando vida monástica ou voto de pobreza (apesar de respeitar quem o faça). Eu mesmo me assumo que gosto dos confortos para os quais o dinheiro nos abre a porta. O que digo, de mim não o digo, mas repito. Apenas digo o que dito já foi: o amor ao dinheiro é a fonte (ou raiz) de todos os tipos de males e algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos.

Para não ficar enfadonho, vou poupá-lo (e encurtar este artigo) não desfiando todos os sofrimentos que muitas pessoas já causaram e passaram por correrem atrás de heranças, loterias, jogos e automóveis de luxo.

E para nos tirar da letargia existencial, vamos encerrar com uma fala do profeta desconhecido:

“Não se deixem dominar pelo amor ao dinheiro e fiquem satisfeitos com o que vocês têm, pois Deus disse: ‘Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei.” (Hebreus 13:5).

Vishhhh!!!

 

Luciano Maia

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Agora, com vocês, dois gênios do pop-rock brasileiro

 

 

DENTRO DE MIM MORA UM ANJO?

Você não merece ser perdoado pelos seus pecados.
Você faz muitas coisas erradas.
Você mente.
Muitas vezes você é dissimulado. Às vezes você acredita em suas mentiras, criando suas próprias verdades e crendo que poderá ser feliz com elas.

Um dissimulado, elogia seu chefe sem realmente gostar dele.
Egoísta, pois quer que seu parceiro te satisfaça sexualmente, mas se ele ou ela não estiverem muito confortáveis com aquilo: dane-se!
Um trapaceiro, já que o carro que você vendeu não estava tão bom quanto você alardeou.
Um interesseiro, que se relaciona com as pessoas de olho nos benefícios que serão colhidos e não nos auxílios que serão prestados.
Mas você disfarça bem … Muito bem… Ninguém nem nota! Nem eu noto. Você consegue manter uma aura de santidade e camaradagem. Um sorriso amigo ou uma tristeza carente, dependendo do que a necessidade imponha. Algumas vezes você não percebe tanto que esta agindo assim, mas muitas vezes seus gestos são premeditados e suas falas, caras, bocas e lágrimas são pecaminosamente articuladas. Parabéns! Mas você não merece ser perdoado.

Pensam que você é bom, mas você e eu sabemos que você não é bom. Saiba que você é assim porque você é um humano. Impossível você ser de outra forma. Você erra, mente, mata, finge, trai o seu cônjuge e sua família, mas Ele te ama assim mesmo. Ele te perdoa continuamente.

Você não merece! Você não merece mesmo! Mas Ele é bom demais… Aliás, Ele é mais que bom: Ele é amor! Incondicional! Incompreensível. In-tudo.

Se você está esperando ser uma pessoa boa para se aproximar Dele ou merecer algo, desista: isto jamais acontecerá!

Mas Ele te perdoa assim, sem merecimento.
Ele te perdoa assim como você é.
Ele te ama desesperadamente.
Ele te busca pelas madrugadas.
Ele te chama.
Ele te livra dos seus erros.
Ele perdoa seus erros e te espera para te abraçar e te beijar.
Ele te quer.

Ele não te quer do jeito que você deveria ser, porque você jamais será do jeito que você deveria ser.

Ele te quer do jeito que você é e te ama e salva de graça, não por você ser alguém bom, mas por Ele ser tudo! Será que você pode compreender a força do amor Dele? Não a nada que você possa fazer para comprá-lo… Nada! Nenhum sacrifício seu irá comprá-lo. Nenhuma promessa sua irá dissuadi-lo a te abençoar ou te livrar do mal. Nada.

Mas apesar de você não poder fazer nada para comprá-lo, não se preocupe, foi Ele que já te comprou. Foi Ele que teve a iniciativa de te buscar do jeito que você é… E te amar! Do jeito que você é. O filho Dele, Jesus, morreu por você assim mesmo. Do jeito que você é. Jesus não morreu por quem você deveria ser, mas por quem você é, assim, cheio de segredos sujos, escondidas e guardado, os quais você não revela nem mesmo para o espelho.

Por gratidão, apenas aceite e creia e viva livre e viva feliz e viva sorrindo e viva de bem consigo mesmo, com a vida, com seus amigos, vizinhos e, sobretudo, vivos de bem com Ele, pois Ele te quer desesperadamente, a tal ponto de entregar Jesus, seu único filho para ser massacrado, torturado, humilhado, rasgado, pisado, ofendido, detonado… Para que você não precise sofrer o que você realmente merece.
Mas Ele te dá o que você não merece. Creia.
Jesus morreu pelos seus erros, portanto, relaxe e curta a vida!

Assinado: Você mesmo!

Ah! Se eu fosse um deus…

(Nota do autor:

)

Como posso aceitar um Deus que permite que as pessoas construam casas nas encostas dos morros fluminenses e depois este mesmo deus depois permite “que chova três dias sem parar”.

Como aceitar um deus que envia um dilúvio que matou tanta gente? Famílias e famílias dizimadas. Só sobrou mesmo Noé e sua família… O resto, Deus levou! Sequer sobrou voluntários para exercerem solidariedade.
Como posso compreender um deus que Deixa um terremoto ceifar vidas no Haiti?

Como posso entender um deus que permite que uma onda gigantesca engula grande extensão de terras na Ásia, matando tantos inocentes?

Como posso aceitar um deus que criou um planeta que cospe fogo por meio de vulcões, sendo que apenas um deles, o Vesúvio, soterrou com lava toda a cidade de Pompéia, matando em poucas horas todos os seus 30 mil habitantes? Uma crueldade divina.

Como posso crer num deus que permitiu que um asteróide atingisse a Terra há 65 milhões de anos, extinguindo todos os dinossauros? Um sadismo cósmico.

Como posso eu compreender um deus que fez um planeta todo errado… Um planeta vivo, que respira, que se movimenta, que promove chuvas fortes e fracas. Que cria ondas grandes e pequenas, que esquenta e que esfria. Que está vulneravelmente flutuante na Via Láctea, sem nenhuma grade de proteção para impedir que outros corpos celestes viajantes o atinja.

Aliás, como aceitar um deus que cria outros corpos celestes vivos e magnificamente viajantes, turistas intergalácticos, que em seus perpétuos passeios ameaçam o descanso dos planetas vizinhos?

Ou deus não existe ou ele fez tudo errado…

Se fosse feito por mim, o Planeta Terra, não teria ventos, nem marés, nem ondas, nem placas tectônicas, muito menos chuvas ou tempestades. Eu teria feito um planeta mais estéril, mais morto, mais paradinho.

Se eu fosse deus, não teria feito a evolução geológica ou qualquer manifestação natural.

Deus não poderia ter sido tão cruel permitindo a evolução das coisas. Deus deveria ter sido um pouco mais criacionista e menos evolucionista.

Revolto-me com Deus por ele ter sido tão naturalista evolucionista, dando ao planeta tanta liberdade de desenvolvimento e crescimento.

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Como posso compreender um Deus que deixa tanta gente morrer de fome na África? Se eu fosse um deus não seria assim, mas eu mataria num grande terremoto os que oprimiram e oprimem os africanos. Se eu fosse um deus eu mataria afogadas as pessoas que desmatam o Brasil, provocando catástrofes.

Como posso entender um deus que permite que os homens tenham o livre arbítrio? Herodes, Gengis Khan, Stálin, Hitler, Mao Tsé-Tung, Somoza, Pinochet, Ceausescu, Saddam Hussein, Mugabe, Idi Amin-dada… Todos eles perpetraram holocaustos, torturas, censura política, corrupção, genocídios… Todos eles, em continentes diferentes, causaram a destruição e a morte de milhares, de milhões de seres humanos, homens, mulheres e crianças, em nome de regimes totalitaristas, de ideologias políticas, de uma sede sádica de poder. Mas se eu fosse um deus, seria diferente: Ou não deixaria você fazer o que você quer ou providenciaria grandes tsunamis para acabar com todos os homens que fazem o que querem… Se eu fosse um deus, seria muito, muito melhor. Este seria um planeta de paz.

Se eu fosse deus, apenas eu seria o Grande Ditador, e não deixaria as pessoas fazerem o que querem. Não deixaria o homem ter poderes e vontades e assim não existiriam os ditadores sanguinários. Todos seriam os meus títeres.

Como posso aceitar um deus que criou o homem, assim, tão cheio de liberdades? Tão dono de seu próprio nariz? Tão decisor entre o bem e o mal? Tão livre para amar e fazer o bem e para matar e propagar o mal? Tão… Humano!

Como posso eu compreender um deus que fez os homens que fazem as guerras? Que adulteram? Que traem os amigos? Que roubam do Estado? Que se fingem de cegos ante a injustiça social que promovem ao negar-se a vê-la? Se eu fosse um deus, faria com que um asteróide caísse na cabeça destes homens voluntariosos.

Ou deus não existe ou ele fez tudo errado…

Se fosse feito por mim, o homem, não teria vontades, nem artes, nem poesia, nem paixão, nem amor e sequer opinião própria. Eu teria feito um homem mais estéril, mais morto, mais paradinho.

Se eu fosse um deus, não teria feito a evolução humana ou qualquer manifestação emocional.

Ah! Se eu fosse um deus…

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E por falar em liberdades humanas, veja o que este filme publicitário nos revela sobre o mau comportamento dos indivíduos…

Este outro filme é outro exemplo que também nos faz pensar sobre nossas influências sobre os rumos da humanidade.

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