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French Roast

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French Roast from German on Vimeo.

Este é o primeiro dos cinco nomeados para o Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação, é obviamente francês e é uma delícia. É escrito e realizado por Fabrice Joubert, animador da Dreamworks. Esta pequena maravilha passa-se num café parisiense, onde um tenso homem de negócios, percebendo que se esqueceu da carteira, tenta ganhar tempo pedindo um café atrás do outro, enquanto procura uma solução. O garçom, um andarilho, uma freira e um policial, vão tornar a situação ainda mais caricata e hilariante, com um desfecho inesperado (ou talvez não). São 8 minutos de magia e muito cinema, extraordinariamente bem executado. Se não for chegado a animação, vale à pena muito mais pela mensagem que pela não menos sensacional direção e animação.

NÃO SE ESQUEÇA DE SE LEMBRAR.

Por Jeferson ferreira.

Era um fim de tarde bucólico em algum lugar entre Lisboa e Paris. O trem parado no meio do “nada”. Na janela da cabine uma vista deslumbrante. Algumas casas típicas do sul da Europa e as ruas quase vazias. Ao fundo, as montanhas européias e o sol poente. Parecia aqueles desenhos infantis – Montanha, solzinho, casinhas… – Não tinha a menor idéia de onde estava – E se eu pulasse deste trem agora e fosse viver nesta cidade?- O pensamento, quase insano, era fruto de desejos típicos da juventude. Um relance de que me lembro depois de quase 20 anos. Oh memória boa!

A mente humana nos oferece os mecanismos do esquecimento. Que benção! Eles servem de proteção para que a gente não carregue o peso das memórias ruins, ou até das boas que podem nos distrair por terem chegado no momento errado. São Cores, Cheiros, Músicas – Oh, Pablo desgramado, sofrência, faz a gente lembrar do coração partido, risos. De fato a informação mau colocada pode nos paralisar e distorcer a realidade presente.

Comparo minha mente a um disco rígido de computador com “Soluço”. Às vezes me pego lembrando fatos aleatórios. Penso serem aleatórios – já me sugeriram orar por aquilo que lembrei -. Por vezes isso me leva a algum lugar do passado, que não poderia considerar que tivesse qualquer importância. Como aquele que relatei no início de nossa conversa. Nossa memória é emocional, dizem os psicólogos.

“Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá, e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.” Êxodo 16:4

No deserto, Deus alimentava seu povo com o melhor do Maná. Nada poderia ser guardar para o dia seguinte. O povo andava meio errante e Deus os abençoava repetidas vezes, mesmo assim o povo se esquecia. Na primeira dificuldade a frente, reclamava. É como se o passado não tivesse existido. Oh memória ruim!

“Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança.” Lamentações 3:21

E nosso espírito tem memória?

A História cristã sempre foi cheia de símbolos, estimulada, também, pela História do velho testamento no qual Deus determinava que o povo os criasse – As tábuas da lei, O Templo de Salomão, A Páscoa e, por fim, A Ceia. Hoje em dia, especialmente os cristãos Católicos preservam isto – O rosto de Jesus, com feições loiras, olhos azuis e um olhar quase distante é para mim a imagem mais emblemática desta cultura (os historiadores concordam que as feições de Jesus coincidiam mais com o estereotipo comum de um mulçumano de hoje em dia: moreno, queimado pelo sol causticante e barba serrada).

Mas como controlar a memória para que a gente se lembre somente daquilo que vai nos fazer bem? Quanto mais velhos estamos, mais nosso disco rígido vai se enchendo de lembranças boas e, infelizmente, ruins também.

“… e onde, pela primeira vez, tinha construído um altar. Ali Abrão invocou o nome do Senhor. Gênesis 13:4

Enquanto ele andava pela terra, em todos os lugares onde a benção de Deus acontecia, ele construía um altar. Gosto disto: As imagens, os museus, o concreto e as pedras que são quase eternas e nos proporcionam a oportunidade de tentar não esquecer das coisas boas. Serve como um Alforje para utilizarmos o conteúdo quando o tempo seca. Ressuscitar a Fé quanto a alma estiver em terreno árido. Quero trazer comigo, a tira colo, além dela, também a Esperança. Além do Amor, claro!

Vamos lá! A minha idéia de símbolos não é literal, não aprendi a carregá-los comigo, na verdade, nem gosto deles. A Cruz, o maior símbolo cristão, nunca usei. Até porque, por algum motivo fisiológico, não consigo levar: relógio, boné, anéis… até as etiquetas das roupas eu as retiro. Dá uma aflição! Queria sim altares na mente e no coração. Lugares onde pudesse andar aleatoriamente, como na história que contei. Lá vão estar um monte de cacarecos, cheiros, cores, lugares e símbolos e, principalmente, gente: meus amigos, antigos e novos, todos misturados, perdidos no meu “HD Maluco”!

Então, nesses trilhos da vida, a gente se encontra aleatoriamente. Prometo desta vez saltar do trem para a gente tomar um vinho, fazer uma oração ou conversar tomando um café antes de seguir viagem.

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Falando em memória, adoro este Clip da Banda, O Teatro Mágico – O que se perde enquanto os olhos piscam. Preste atenção e me diga que se você nunca perdeu uma desta coisas. Risos.

O Teatro Mágico – O que se perde enquanto os olhos piscam:

CARPE DIEM III – SEM ANSIEDADE!

Acabo de conversar com uma jovem casada, que tem uma linda filhinha de 1 ano de idade, que está apavorada com seu futuro, pois suspeita que esteja grávida de seu segundo filho e, segundo suas crenças, não é hora de ter outro, já que a vida profissional do marido não está encaminhada e aguardam uma definição para poderem comprar um imóvel próprio.

Refletindo sobre o momento dela e seu “problema”, pude ver que, de fato, eles possuem ainda muita grama para ser aparada antes de começar o segundo tempo da partida, entretanto, para as pessoas que crêem em Deus, temos que confiar nos cuidados dele e afastar de nos um dos sentimentos mais nocivos que vive dentro de nós: ansiedade.

A ansiedade está relacionada à nossa insegurança com relação ao dia de amanhã.

Teremos emprego?

Teremos saúde?

Teremos paz?

Teremos as coisas boas que almejamos e pelas quais lutamos?

Ou perderemos as coisas boas que já conquistamos?

A ansiedade é capaz de tirar a paz e matar a graça das coisas.

Com ansiedade não curtimos o hoje. Deixamos de aproveitar o bom, ou porque estamos de olho no ótimo que não sabemos se virá, ou por medo de perder o bom já conquistado.

O ansioso é o sujeito sem fé na vida, já que ansiedade é insegurança com relação ao futuro.

Se creio que existe Deus e se creio que Deus é bom, não preciso ficar ansioso, pois ao ter segurança que Deus é “o bom pastor”, o bom pai, o amor incondicional, descanso por meio da fé Nele, mesmo que as circunstâncias mostrem o contrário.

Uma das minhas experiências mais marcantes com o cuidado de Deus sobre a minha vida aconteceu por meio da paternidade. Luciana era um bebê que ficava doente com freqüência, chorava muito, sentia cólicas e aquilo tudo me angustiava… Eu sofria por ela, eu chorava junto com ela… Eu pedia Deus para passar a dor dela pra mim. Ficava desesperado ao vê-la enferma. Certa vez a doença estava demorando tanto a ser curada e ela tomava tantos medicamentos que chegou a coincidir várias doses de diferentes remédios sem que ela pudesse se alimentar. Eu pensava: “Estas drogas vão matar minha filha”. Naquela noite ajoelhei-me, muito angustiado, sofrendo e orei a Deus com todas as minhas forças, clamando uma cura milagrosa para minha filha, pois não mais queria submetê-la a tantas drogas. Deus me ouviu e Luciana amanheceu curada.

Em meu relacionamento com Deus eu sempre tinha lá no fundinho do meu coração havia um segredinho, uma pontinha de dúvida sobre o chamado “amor incondicional” de Deus. Será que Deus se importava comigo tanto quanto eu me importava com minha filha indefesa? Será que Deus me ama mesmo do jeito que eu sou?

Será que eu não deveria ser melhor para “merecer” algo mais de Deus?

Será que eu sou alguém especial para Deus ou será que Deus possui “filhos prediletos”, dentro os quais não estou incluído? Eu tinha insegurança com relação à profundidade do amor de Deus por mim.Aquela insegurança gerava, dentre outros sentimentos, ansiedade.

Um dia, orando com algumas pessoas, uma delas recebeu uma revelação da parte de Deus e me trouxe um recado de Deus. A pessoa disse assim:
“Luciano, Deus está mandando te dizer que o amor e o cuidado que você tem por sua filha não chega nem perto do amor e do cuidado que Ele tem por você”. Aquelas palavras foram para mim chocantes e absolutamente reconfortantes… Eu era mais que aceito, eu era também amado! Quando temos filhos, podemos aprender um pouquinho sobre o amor e o cuidado de Deus por Seus filhos, que somos todos nós. Deus não é como nós…

Ele não é como os pais humanos, cheio de limitações e falhas na criação e desvios de caráter e gaps emocionais. Ele é perfeito.

Se tenho eu um Pai celestial que tanto me ama e que é tão perfeito e bondoso, porque deveria eu andar ansioso? Jesus ilustrou isto de uma forma muito engraçada. Disse Jesus que “os passarinhos não plantam, não colhem e não guardam em celeiros, mas que, entretanto, o Pai Celestial os alimenta”. Que revelação maravilhosa: O alimento não vem da terra, mas do céu… É o céu (sol e chuva) que faz com que a terra dê o seu fruto. O Pai Celeste fertilizando a mãe-natureza para nos alimentar.

E Jesus concluiu seu discurso de um jeito muito didático, ou seja, com uma pergunta para nos fazer pensar. Disse Jesus: “Quem vocês acham que vale mais para Deus? Os pássaros do céu ou vocês, que são imagem de Deus?”. Deus cuida de mim na sombra das suas asas: A quem temerei? Tudo provém de Deus.

Existamos como Jesus ensinou várias vezes: “Não andem ansiosos por nada, mas façam com que Deus conheça as necessidades de vocês por meio da oração”.

Ao deixarmos a ansiedade de lado teremos qualidade de vida, pois passaremos a resolver não problemas imaginários, mas apenas os problemas que realmente existem, que são os de hoje, e poderemos também “curtir mais o dia de hoje” (Carpe Diem), sabendo que o dia de amanhã trará outras preocupações e outras alegrias.

Domingo passado eu preguei sobre o poder da oração e, pra variar, Deus provou as minhas palavras no transcorrer desta semana, e pude, mais uma vez, descobrir que não precisamos andar ansiosos por coisa alguma.

Viva!

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Qual seria o seu nível de ansiedade se entrasse num cinema nestas condições?

PERDAS E DANOS

 

Todos desejamos. Desejamos coisas boas. Desejamos saúde. Desejamos bens materiais (para nosso conforto físico ou emocional), uma vida tranquila, bênçãos, um casamento que seja alegre e satisfatório. Um futuro de paz!

 

 

Faz parte da natureza humana querer o bem e buscá-lo para si e para os seus. Os mais altruístas o buscam para todos.

 

 

Deus se alegra em nos conceder o bem que desejamos! De fato, Ele nos concede o bem nesta terra.

 

 

Mas se desejamos é porque não temos, posto que o que temos não é mais desejado, mas realizado. Todo desejo é filho da falta.

 

 

Nunca deixamos de desejar, o que significa que sempre estamos sentindo falta. Aos que tudo tem, têm ainda este sentimento, sentem falta de algo que não sabem o que é, assim, vivem uma angústia existencial, pois desejam o indefinível – sentimento miserável.

 

 

Desejar é bom. Alcançar a realização do sonho ou objeto do desejo é ótimo. Como é gostoso segurar nos braços ou na alma o fruto do desejo, já realizado. A primeira experiência humana é o peito materno. A falta de alimento gera fome, o peito sacia. Não é difícil aprender a receber. Desde cedo recebemos e a infância é recheada de desejos realizados: alimento, colo, sono… Ao mais afortunados adicionemos: brinquedos, passeios, festinhas…

 

 

Entretanto, apesar de estarmos prontos para recebermos realizações de sonhos, desejos e necessidades, nem sempre estamos prontos para perdê-los. Sim dito foi que Deus nos concede o bem nesta terra, mas aqui, tudo é passageiro.

 

 

A perda não está em nossa programação genética. Nem sempre aprendemos a perder, contudo, a perda é parte tão integral da vida quanto o ganho.

 

 

Ganhamos o Éden mas o perdemos depois.

 

 

Todos perderemos durante a nossa vida:

 

  • Amigos passarão.
  • Pessoas voarão.
  • Nossos pais deixarão esta vida – provavelmente antes de nós.
  • Demissões acontecerão.
  • Confianças serão traídas.
  • Amores serão enterrados.
  • Saúde não é perpétua.
  • A beleza física, para desespero de alguns, será irremediavelmente perdida, murchará como a erva do campo, como já alertava Salomão: “Enganosa é a beleza e vã a formosura”.

 

 

Já que todos desejamos, um desejo há o qual nunca se realizará, o de nunca perder.

 

 

Todos passaremos por processos de perda e isto não é fácil. Deve ser aprendido. Estamos prontos para ganhar um filho, mas nem sempre para perder os pais. Prontos para sermos promovidos, mas nem sempre para sermos demitidos.

 

 

Jesus nos dá algumas dicas para que as perdas que escreverão nossa história sejam menos dolorosas, mas a que agora destaco é o fato de Ele plantar na alma humana a “esperança do porvir”, definida na fé da vida após a morte: Não somos deste mundo, mas apenas estamos neste mundo.

 

 

Quando entramos no raciocínio de Cristo, não nos apegamos demasiadamente a esta vida, já que ela é passageira, portanto, esta vida É POR DEFINIÇÃO UMA PERDA ANUNCIADA. Mas a outra vida é uma vida sem perdas, apenas de ganhos, posto que É UMA VIDA ETERNA.

 

 

Daí Jesus insistir: “Não ajuntem tesouros na terra, [onde há perdas] onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntem tesouros no céu, [onde não há perdas] onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.”

 

 

Mas por quê? Jesus sabiamente nos dá uma informação valiosa sobre a alma humana:

 

“Porque onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração.”

 

 

Se o seu tesouro for a sua beleza física, o seu envelhecimento não será um prazer, mas uma grande dor.

 

 

Se o seu tesouro for a sua posição social, posto que o mundo não pára de dar voltas e o poder mudar de mãos, as próximas rotações te farão enjoar e vomitar.

 

 

Se o seu tesouro “eram” suas belas ações na bolsa de valores, seu sono já está comprometido, pois onde estava o seu tesouro ali também estava o seu coração.

 

 

Se colocamos nosso coração num tesouro que está no céu, as perdas desta vida tornam-se mais simples e menos dolorosas.

 

 

De fato não estamos vendo este tesouro do céu, aceitamos este mistério pela fé apenas. Veja como isto é lindo: a angústia da perda sendo curada pelo simples ato de mudar o foco.

 

 

Jesus nos ajuda a mudar o nosso foco do mundo temporal-material para o mundo eterno-espiritual e assim vivermos menos angustiados ante as muitas perdas que nos alcançarão neste mundo de ganhos e de perdas, de “perdas e danos”.

 

 

Esta vida é boa, mas não é o fim em si mesma, portanto, vamos torcendo para que a gente consiga ir mudando nosso foco para cantarmos juntos assim: “Lá esta o meu tesouro…”

 

 

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Hora da arte! Uêba!

 

 

Oren Lavie é um jovem muito talentoso. Este israelense é músico, diretor de cinema, além de “otras cositas más”. Este filme, todo rodado em stop-motion (técnica que eu adoro), foi escrito e dirigido por ele para ser o clipe da linda música Her Morning Elegance, também composta por ele. O vídeo converteu-se em hit na internet, sendo o segundo viral mais enviado como anexo em todo o mundo nos últimos trinta dias, com quase DOZE MILHÕES de exibições… Uau!

 

Mandei pra minha amiga “goiani(vien)ense” e virou a trilha sonora dela em fevereiro.

 

 

A letra é linda e fala lindamente de uma moça que, como alguns de nós, luta por sua vida e para vivê-la de maneira poética. Vimos acima que para viver uma vida de pura poesia, um segredo é ajuntarmos tesouros na outra!

SONHOS, ESPERANÇAS, AVIÕES E O TCHÊ!

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*Luiz Carlos (o ‘Tchê’) e sua filha Jolly.

Um tema recorrente em meus artigos e reflexões é a esperança. Esperança que é filha do sonho e mãe da fé. Esperança que é a matéria prima da religião e nossa força vital. Sem ela, o sentido da vida afunila-se, ou, em alguns casos, desaparece.

 

Em nossa luta cotidiana, por vezes cruzamos com situações que podem drenar nossa esperança e com outras que podem irrigá-la de maneira soberba, permitindo que ela continue viva dentro de nós, dando frutos e mantendo nossa alma alimentada de amanhã.

 

Hoje eu recebi um email daqueles bem gostosos e emocionantes e quero dividir minha alegria com você; antes, porém, uma introdução.

 

Quando eu era jovem (algo em torno de vinte anos) conheci o Tchê. Ao contrário do que o apelido sugere, ele não era gaúcho, mas curitibano. Contudo, a ignorância dos seus colegas, crendo que o sul “e tudo a mesma coisa”, equivocadamente o apelidou de Tchê. Ele nem ligava.

 

Mas o Tchê tinha algo diferente de todos nós da turma: além de ele ser um filho adotivo, ele era também sonhador. Eu diria até sonhador demais. Amante da aeronáutica e das tecnologias aeroespaciais, ele vinha sempre nos contando novidades de alguma sonda da NASA ou sobre foguetes teleguiados, além de fazer caríssimas ligações internacionais para Cabo Canaveral, na Flórida, só para ouvir pelo telefone a contagem regressiva de lançamentos de foguetes. Meu Deus, os sonhos do Tchê, por vezes, nos pareciam alucinações.

 

Numa das conversas que eu tive a sós com ele, ele sentiu a liberdade de contar-me detalhes dos seus sonhos distantes e me disse: “Luciano, eu quero ser piloto de avião. Desde criança eu vou para o aeroporto para ver pousos e decolagens. Meu sonho e pousar um avião e minha futura esposa com minha filhinha irem me encontrar na descida da escada, na pista de pouso”. Nossa, que coragem alimentar contos de fadas, pensei.

 

Embalado por esta esperança, o Tchê não ficava parado esperando um brevê cair do céu, mas estudava inglês sozinho, pois sabia que o domínio deste idioma era uma básica condição para ser piloto um dia. Como auto-didata, tornou-se fluente nesta língua estrangeira. Eu ficava espantado, já que eu não tinha nem aquela força de vontade e muito menos a capacidade de sozinho aprender uma nova língua.

 

O tempo foi passando e ele foi buscando os cursos, as possibilidades, e fez de tudo para manter-se na indústria aeronáutica. Até que um dia tornou-se atendente no check-in de alguma já extinta companhia aérea. Eu admirava a força de vontade com que ele, cheio de esperanças, perseguia seus distantes sonhos. O Tchê mudou-se de cidade, eu casei-me e a inexistência de e-mails, aliado à escassez de celulares, fez com que perdêssemos o contato com o passar dos anos.

 

Quase duas décadas depois recebo o e-mail que cito no início deste artigo e sou brindado com a foto acima, que ilustra este artigo: Luiz Carlos Barilari Gomes, o Tchê, comandante internacional da TAM, ao lado da sua linda família, na cabine do piloto.

 

NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS, MAS TRANSBORDE-SE EM ESPERANÇAS!

 

Depois, nos encontramos e conversamos pessoalmente e por telefone e como é bom ver a manifestação da bondade de Deus na vida de uma pessoa. Quantas pessoas “não botavam fé” na realização do sonho do Tchê. Quantas vezes, mesmo eu, fui influenciado pelas opiniões de pessoas que achavam que o sonho do Tchê seria isto mesmo, um eterno sonho. O Tchê não é um cara perfeito, ao contrário, como amigo conheço os seus defeitos e os erros que cometeu em sua “carreira pessoal”. Enfim, somos todos humanos e “defeituosos”, contudo, que lindo assistir ao triunfo da esperança!

 

Tchê, meu amigo, que a graça de Deus seja abundante em sua vida e na vida de sua família e, continue sonhando sempre!

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