COMO TER UMA BARRIGA CHAPADA (PELO RESTO DA ETERNIDADE)?

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Boa alimentação a partir de dieta balanceada, exercício físicos com acompanhamento de profissionais, filtro solar para não envelhecer a pele (mas sem exagerar no protetor, para o sol poder fixar a Vitamina D), finasterida para reduzir a queda capilar, sildenafila para preservar as funções eréteis. Muito bem-vindas também aplicações de toxina botunílica (sem excessos) e implante de próteses mamárias de dimetilpolisiloxane  (para dar a famosa turbinada). Se pensamos que esta preocupação em permanecer (ou parecer) jovem é futilidade própria da modernidade, estamos cronologicamente enganados. No quesito “vida longa ao rei”, nunca fomos tão primitivos.

A busca pela fonte da juventude e pelo elixir da imortalidade é ancestral. Os celtas 300 a.c. já estavam obstinados pelo Santo Graal (um caldeirão no qual os mortos, se depositados, ressuscitavam). Na Idade Média esta lenda foi cristianizada e o novo Santo Graal que passou a ser perseguido foi o cálice no qual Jesus Cristo tomou sua última ceia. Paralelamente alquimistas – tanto europeus quanto chineses – buscavam a Pedra Filosofal, também capaz de produzir vida longa ou eterna ao possuidor.

Voltando um pouquinho mais na linha do tempo, veremos Cleópatra curtindo seus longos banhos rejuvenescedores. Diziam que a jovial beleza da rainha era por ela banhar-se numa poção mágica preparada com leite, mel, lavanda, pétalas de rosa (e outras coisinhas mais…)

E se continuarmos voltando, chegaremos num cara que tinha uma vida sensacional e que – dizem – era ele imortal. Seu nome? Adão. Decrepitude não é uma hóspede bem-vinda desde os mais primitivos dos povos e desde os primórdios dos registros escritos da humanidade. Apenas temos modernizado os tipos de “elixires da juventude” buscando atender uma antiga demanda.

A indústria cinematográfica sabiamente já explorou o tema em centenas de películas. Entusiasta de ficção científica que sou, já assisti inúmeros filmes cujo roteiro – cada vez mais originais – buscam driblar o tempo em favor do prolongamento da vida. Ontem mesmo eu assisti novamente a Vanilla Sky. A Ilha é outro, bem legal também. Se eu for contar, chegarei aqui a dez títulos sem esforço. Na real? As pessoas tem medo da morte! E também medo das consequências da velhice: doenças, dependência, esclerose, dores, solidão, arrependimento pelas coisas que não se fez, remorso… O triste crepúsculo da vida. O incompreendido fim da existência. O ser humano não quer morrer e se possível, sequer envelhecer. E Deus sabe disto.

 

Deus sabe disto…

De todas as promessas que Deus deu ao homem por meio das Escrituras Sagradas, a maior delas é a promessa de viver eternamente. Deus simplesmente promete dar ao homem o que ele mais sonha: juventude perpétua! Deus promete realizar o maior dos desejos humanos de todos os tempos: um seguro anti-decrepitude! Deus bate no ponto mais fraco da nossa humanidade: o medo da morte. Deus promete a realização do idílico viver para sempre e jamais morrer, numa vida, assim… Eterna! E não é qualquer tipo de vida eterna não… É uma vida num lugar sensacional: sem choro, sem fome, sem medo, sem perigos e, o principal, sem estrias, rugas, enxaquecas, dores… E num lugar paradisíaco, onde curtiremos eternamente uma vida hedonista. Quem se habilita?

As Escrituras nos contam que Deus comprou nosso bilhete de embarque para este paraíso de lugar por um preço bem salgado: o sangue do seu filho Jesus, o Cristo. E diz mais, a gente pode ganhar este bilhete de embarque gratuitamente, basta apenas acreditar nesta história toda. Acreditou o bilhete já é seu (“Quem crer, será salvo…”). Seria esta uma barganha divina para ele conquistar mais adeptos para si? Seria esta uma forma de nos comprar com uma moeda sobrenatural? Ou seria apenas altruísmo, fruto de um amor de pai mesmo?

Ou será que toda esta dificuldade em lidar com a decrepitude e a finitude da vida é um atavismo genético? Tal inconformismo com a velhice ou morte seja simplesmente parte do instinto humano em buscar a eternidade (vida longa) perdida, pois ela originalmente foi dada para Adam*, um ser inicialmente eterno. No projeto original fomos concebidos para sermos perpétuos e vivermos eternamente curtindo a vida num lugar paradisíaco (talvez uma praia tropical de água morna, talvez um jardim numa linda montanha com vista para o vale), sem prazos, sem pressões, sem ter que trabalhar duro de sol-a-sol para conquistar o pão de cada dia, mas curtindo e rindo da vida. Um Adão, originalmente eterno. Por isso talvez não encaramos a morte com naturalidade, pois ela, de fato, não nos é natural, mas apenas consequência. Daí a incansável busca por elixires da juventude, pois no projeto original éramos eternamente jovens e esta herança genética implacavelmente nos persegue. A morte seria um acidente de percurso que entrou na nossa história e por isso – instintivamente – sonhamos em reaver o privilégio um dia perdido? A eternidade é uma dádiva que já nos pertenceu e hoje brigamos com a natureza na inglória esperança de reavê-la? Mas isto não acontecerá naturalmente: a promessa é que somente quem crer será salvo e curtirá o seu paraíso!

Será que no intuito de livrar o homem do próprio homem e redimí-lo do seu intrínseco mal comportamento, teria Deus nos primórdios prometido uma vida eterna para as pessoas que seguissem determinado código de conduta moral (apelidado de religião)? Usando, assim, o desejo humano de alcançar vida eterna como alavanca para construção de sociedades mais justas?

Ou teria Ele constatado que o ser humano (torto que é) jamais conseguiria cumprir fielmente com estes protocolos religiosos e códigos de conduta moral e jamais alcançaria por mérito próprio o prêmio da imortalidade e da juventude perpétua? Assim Ele – apenas por amor – teria afrouxado estas elevadas exigências comportamentais substituindo-as pela fé? Teria Ele invertido tudo? Teria Ele no lugar de dar a eternidade como prêmio por bom comportamento, dado a eternidade de graça? Pedindo bom comportamento (“amor ao próximo”) apenas como símbolo da nossa gratidão.

Como disse Paulo em Efésios 2:8: “Pois pela graça de Deus vocês são salvos da morte por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus”. Uma coisa eu sei, eu vou ainda caminhar muito na praia do paraíso, eternamente, saudável, feliz e… de barriga cha-pa-da!

 

*No original hebraico o significado da palavra Adam (אדם ) é “humanidade”. Para o português foi traduzida como nome próprio: Adão.

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2 comentários em “COMO TER UMA BARRIGA CHAPADA (PELO RESTO DA ETERNIDADE)?

  1. Porque o texto fica mexendo enquanto o lemos, me deu até dor de cabeça.. E não consegui terminar de ler.

  2. show de bola o artigo ou estudo….eu li perfeitamente! que Deus continue te usando com todo essa sua visão!

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