A CURA DA ANSIEDADE.

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A Cura da Ansiedade

 

A vida hodierna nos proporciona tantas opções, exige tantas demandas e intensifica tanto as necessidades que se torna um dos maiores desafios a obediência ao ensinamento de Jesus registrado em Mateus 6 – “não se preocupem com suas próprias vidas”

Parece-nos ser até impossível tal mandamento. Mas, além de ser um ensinamento, um mandamento, tal palavra de Jesus é uma esperança. Pois oferece as condições para que se viva sem o domínio da ansiedade e preocupação. No sermão de Jesus, registrado em Mateus 6:33, há um resumo após tal mandamento, ele diz: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça”. Esta premissa é o contraponto à toda ansiedade e preocupação.

A cura da ansiedade não é a tranquilidade, mas um empenho/busca/procura pelo Reino e buscar o Reino é se render ao REI. Assim, uma vida não controlada pela ansiedade é marcada por joelhos que se dobram, prostrando-se perante aquele a quem pertence todo o poder e a glória para todo sempre. A cura é por meio da oração que clama “venha o teu reino”, pela oração constante que constata que o “pão de cada dia” quem pode nos dar é o Rei, que é Ele que nos livra do mal e guia a nossa vida. Quando mais dobrarmos os joelhos perante o Rei mais viveremos a justiça, a paz e a alegria no Espírito Santo (Romanos 14:17).

Contudo, embora justiça já seja um elemento contido no Reino, Jesus o enfatiza. Além de ensinarmos a buscarmos o Reino de Deus, Ele enfatiza, destaca e foca em uma característica deste Reino – a JUSTIÇA. E justiça não se busca/procura apenas com joelhos dobrados, mas com as mãos estendidas.

Assim, a cura da ansiedade não é a tranquilidade, mas um empenho/busca/procura pelo Reino que nos faz dobrar os joelhos perante o Rei e por um empenho/busca/procura pela Justiça que nos faz estender as mãos aos nossos semelhantes, em atos de amor, equidade, perdão, ajuda, caridade e consolo.

Não ser dominado pela ansiedade é chorar com os que choram, repartir com os que não tem, “perdoar os que nos tem ofendido”, anunciar o perdão aos que estão ‘perdidos’, acolher aos que estão abandonados, alimentar os famintos, visitar os doentes e se empenhar por estabelecer a justiça em todas as esferas da comunidade.

Somos curados quando estendemos as mãos. Somos curados quando dobramos nossos joelhos. Particularmente, hoje não sei qual das duas experiências é a mais extraordinária. Se por um lado é maravilhosamente restaurador fechar a porta do quarto e conversar com o nosso Pai que nos vê em secreto e que nos recompensa, é igualmente extraordinariamente restaurador chorar com os que choram, buscar a equidade, doar coma mão direita sem a que mão esquerda saiba, dedicar a sua vida para que outros sejam consolados e suas necessidades supridas. Parece-me ser as duas asas do voo da vida plena, de um lado os joelhos dobrados e do outro as mãos estendidas.

E por fim, além de já dar completude no sentido de viver, Jesus nos garante que aquele que tomar tal atitude de “buscar o reino de Deus e a sua justiça” em PRIMEIRO LUGAR, este não terá falta de nada, pois todas as “demais coisas lhe serão acrescentadas”. Que extraordinária cura da ansiedade e preocupação, que promessa de esperança e paz! Nada faltará!

Assim oro, que eu não seja dominado pelas minhas vaidades, vontades e necessidades, mas que me empenhe em dobrar os joelhos clamando “venha o teu reino” e que estenda as mãos para compartilhar o “pão nosso” e o perdão nosso.

“Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer? ’ ou ‘que vamos beber? ’ ou ‘que vamos vestir? ’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”. Mateus 6:31-34

 

Por Marlon Camacho

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