FÉ OU SUPERSTIÇÃO?

Fé é acreditar que Deus (ou alguma força divina) irá fazer alguma coisa gratuitamente em meu favor, para alterar meu destino ou me fazer algo que vai além das minhas forças, do racional e do lógico. Noutra interpretação, ” fé é a certeza de coisas que não se vêm e a convicção de fato que se esperam…”

Superstição é justamente o contrário: é a crença que EU possa fazer alguma coisa para que EU, por meio de minhas ações, movimente uma força espiritual em meu favor. Ou seja, realizar ou deixar de realizar algum ritual espiritual poderá interferir no humor de Deus ou no humor dos “espíritos”. Assim, se eu carregar um “patuá”, se eu realizar determinado culto, se eu fizer alguma oferenda a algum espírito, daí sim, eu moverei o espiritual em meu favor.

No meio cristão contemporâneo esta confusão está exacerbada nos últimos anos com o advento de um tipo de teologia (da prosperidade) a qual afirma que podemos “mover” Deus: comprá-lo se dermos dinheiro para instituições religiosas, constrangê-lo com oferendas e assim, obrigá-lo a nos retribuir com algum tipo de “favor divino”.

Deus não se compra. Esta não é uma prática cristã nem é fé, isto podemos chamar de superstição, “magia”, macumba, ou qualquer outro tipo de culto pagão que tem por objetivo o ser humano mover o ser espiritual.

O SENHOR é um deus que nos abençoa porque Ele é bom, não porque nós o compramos com dízimos ou oferendas e o constrangemos a nos abençoar. Ao contrário das religiões pagãs, nas quais é necessário algum tipo de oferenda para que o “espírito” possa realizar algum tipo de trabalho em favor do ser humano, ou seja, entidades espirituais mercenárias, que cobram para realizar algo, na visão original do cristianismo, o ser humano recebe “do alto” a Graça, que são favores não merecidos e retribuímos esta Graça Divina auxiliando outras pessoas, como gesto de gratidão, não de troca.

Se você está em alguma religião na qual a entidade espiritual é mercenária, fuja. Se o seu líder espiritual está ensinando que você precisa barganhar com Deus para “merecer” algo, fuja! Isto não é cristianismo genuíno.

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