LIBERDADE, LIBERDADE! ABRA AS ASAS SOBRE NÓS!

Cace-a-liberdade

Sigmund Freud disse que “Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa.” Apesar de eu não ser um discípulo de Freud, concordo plenamente com ele, já que temos sido testemunhas oculares de todo o cerceamento que os religiosos têm feito ao gênero humano.

Este policiamento religioso foi vivido por Jesus Cristo. Ele insurgiu-se e quebrou várias regras da religião. Regras que proibiam desde realizar curas fora dos limites institucionais do templo, colher espigas aos sábados, até perdoar pecados. Jesus brigou com as regrinhas religiosas de sua época instaurando um novo jeito de se relacionar com o Pai, não mais por meio de regras, mas por meio do Espírito… Jesus, o Filho, trouxe liberdade, como disse seu discípulo João: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (João 8:36)

A liberdade é, talvez, o bem mais caro que um homem possa possuir. De fato, no transcorrer de nossas vidas, vivemos numa tentativa de sermos livres: livres do sistema monetário, livres dos impostos, livres de sistemas políticos opressores, livres da opressão do cônjuge, livre do patrão caudilho… Nos aborrecem e amedrontam os vampiros da liberdade. A religião é um vampiro de liberdade que suga a vida de muita gente por meio do medo… Seja o medo de Deus ou do inferno. Almas se submetem a regimes religiosos autoritários e opressores pelo medo de o imposto da desobediência ser eternamente cobrado pelo capeta. Mas, paradoxalmente, não é isto o que Jesus ensina…

Jesus reafirmou que: “O Espírito de Deus está sobre mim, porque o Senhor ungiu-me para levar boas notícias aos pobres. Enviou-me para cuidar dos que estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação das trevas aos prisioneiros”… Levar boas notícias, anunciar liberdade e libertação… Jesus quer é que sejamos livres! Que boa notícia.
Dentro desta filosofia de Jesus, de pregar liberdade, mesmo que signifique confronto com a religião, seus seguidores cunharam frases espetaculares e desafiantes.

Paulo em Gálatas 5:1 disse: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão da religião”. Isto é espetacular!
Tiago, irmão de Jesus, foi claro ao dizer: “…falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade [não pela lei da religião]” (Tiago 2:12).

Jesus não apenas nos liberta de nossos comportamentos inadequados (que prejudica a nós e aos que nos rodeiam), não apenas nos liberta da nossa maldade essencial (que nos torna egoístas), não apenas nos liberta de nossos vícios (que nos tornam prisioneiros dos maus hábitos), não apenas nos liberta das correntes do mal (que nos faz escravos do diabo), mas Jesus nos liberta também da religião (que possui o poder de fazer a vida ficar mais sem graça).

Naturalmente que nossa liberdade extingue-se onde começa a liberdade alheia. Claro que eu não estou pregando a anarquia social ou a devassidão moral, ambos pecaminosos, pois ferem o ensinamento maior: o amor!

Anarquia social e devassidão moral destroem o amor, pois colocam o “eu” num pedestal onde não cabe o interesse e o direito do outro… É o “eu” sentado no rabo e olhando pro umbigo. A filósofa-feminista-ateísta-francesa Simone de Beauvoir disse que “querer-se livre é também querer livres os outros”. Sem saber, ela parafraseou a Bíblia, pois o apóstolo Paulo diz a mesma coisa, ensinando que: “vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne (egoísmo); pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor”.( Gálatas 5:13). O marido de Simone, o filósofo existencialista Jean-Paul Sartre, seguiu também este preceito bíblico, ao afirmar que “Ser-se livre não é fazermos aquilo que queremos, mas querer-se aquilo que se pode”.

Acompanho (de longe) os últimos acontecimentos na Ucrânia, na Venezuela e na Tailândia. Civis matando e morrendo em confrontos com as forças policiais do governo. Na gênese destes movimentos está a fome pela liberdade. Por mais que qualquer “ideologeta” ideologize ou idealize os eventos, o que os povos querem é ser livres para expressarem-se, comprarem, trabalharem e viverem livres de opressão governamental… Mas esta liberdade não é realmente suficiente…

Neste contexto sócio-político, o que Jesus ensinou também é que – mesmo se tivermos o direito de ir e vir – a verdadeira liberdade independe de governos, pois ela vem de dentro… Da alma… Implantada pelo Espírito… Democracia e justiça social ou Socialismo e igualdade social são incapazes de nos dar a verdadeira liberdade, que é a liberdade do Espírito, que pode ser resumida em sabermos que – ao fim desta existência – nossa alma descansará em paz no colo do Pai: “Ora, o Senhor é o Espírito e, onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade”. (2 Coríntios 3:17).

A verdadeira liberdade é ter paz com Deus! Afirmar isto, pode parecer meio infantil e ridículo, “Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo”..(Luis Fernando Veríssimo).

Luciano Maia

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