QUER SE DAR BEM NA VIDA?

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Uma coisa é fato: a vida é cheia de surpresas desagradáveis e “se dar mal” é algo mais fácil e comum que nós gostaríamos. Na verdade, se levarmos uma vida totalmente despreocupada com ela mesma e com o futuro, assim laissez-faire, teremos um gramado cheio de ervas daninhas e um jardim com muito mato. Contudo, se olharmos para nossas vidas como bons jardineiros, cuidando do cotidiano (e minimamente planejando o futuro) daí sim, teremos uma grama bem cuidada e um jardim mais apresentável.

Cortar grama dá trabalho. Um trabalho interminável, pois planta não para de crescer. Podemos optar por arrancar toda e qualquer planta do jardim transformando-o num deserto. Ficará feio. E mesmo assim, com o tempo o mato volta. Mato sempre volta. A vida tem suas ervas daninhas persistentes as quais somente são vencidas com trabalho árduo.

Mas mesmo cuidando bem do jardim existencial e havendo pouca incidência de ervas daninhas, ainda assim haverão momentos desagradáveis, consequências da “natureza”: uma planta que morre aqui, uma tempestade que quebra uma árvore ali e uma estiagem que resseca tudinho…

Nossa vida, sem cuidados cotidianos, tende ao desastre. Mas, mesmo com cuidados, ainda assim, sofrerá com ações da “natureza” humana, nossa ou de outrem. Costumo dizer: nossa vida é como um filme com spoiler; Portanto, curta sua vida, pois no fim do filme, a gente morre.

 

MAS HÁ UM SEGREDO PARA SE DAR BEM NA VIDA.

Não gosto desta afirmação: “há um segredo”, pois soa arrogante e tem cheiro de “auto-ajuda” de terceira categoria. Mas, ainda assim, quero aqui usar este termo: segredo!

Já que a vida nos reservará muitas situações nas quais sofreremos e vamos nos “dar mal” (tipo a morte de uma pessoa amada, o fim de um relacionamento longo, aquela demissão inesperada na hora errada ou aquele câncer que fará com que você fique sem seu lindo peito) não sejamos nós bobos a ponto de piorar nossa própria situação.

Como tornar a vida menos sofrida? Ou, falando a mesma coisa, mas de uma forma menos agressiva: como tornar a vida mais feliz?

Destaco agora “o segredo”: três aspectos que, quando presentes em nossas vidas, fazem dela um jardim mais bacana de se ver, de se viver e que, naturalmente, atrairá muitas borboletas:

 

  • SER POSITIVO:

Opa, está na moda falar em “ser positivo”, PNL, olhar o lado bom das coisas… Mas, afora dos modismos “autoajudianos” deste início de século, pessoas que desde sempre olharam para seu sofrimento e quaisquer circunstâncias da vida de forma positiva mantiveram-se alegres e inspirados a prosseguir. Ser positivo é alimentar esperança! Tem uma frase de Nelson Mandela que sintetiza bem este espírito. Ele disse: “Eu nunca perco. Ou eu ganho ou eu aprendo”. Esta disposição, de olhar um suposto fracasso não como derrota, mas como uma oportunidade de aprendizado ou crescimento é espetacular e capaz de manter uma pessoa sempre de cabeça erguida, mesmo em meio a grandes privações ou frustrações. Seja positivo.

 

  • SER RESILEINTE:

Parece que é a mesma coisa que ser positivo, mas não é. Gosto desta palavra que hoje está na moda: resiliência! Já escrevi e já preguei muito sobre isto. Vejam como a Wikipédia é útil:

“Resiliência é um conceito da física, que se refere à propriedade que são dotados alguns materiais, de acumular energia, quando exigidos ou submetidos a estresse, sem ocorrer ruptura, como um elástico ou uma vara de salto em altura, que verga-se até um certo limite sem se quebrar e depois retorna à forma original dissipando a energia acumulada.”

Portanto, o resiliente é aquele que não para de arrancar ervas-daninhas de seu jardim, mesmo que elas insistam em jamais acabar. Resiliente é a pessoa que não desiste, que é exigida, que situações a forçam sair do conforto, mas tais pessoas não se quebram, não se deformam. Tão logo aquela situação de estresse se dissipa, a pessoa volta ao seu estado de equilíbrio, pouco suscetível a traumas.

Ser resiliente é não enxergar-se como vítima: vítima dos pais. Vítima da sociedade. Vítima de Deus… ser resiliente é ser protagonista.

 

  • SER OBEDIENTE:

Já esta atitude está completamente fora de moda. Obediência é atualmente um comportamento “desensinado”, desestimulado e encarado como sinônimo de opressão – coisa a ser banida da sociedade. Mas, qualquer organização, para ser saudável (seja empresa, seja igreja, seja família) é orientada por regras e normas, as quais promovem paz, equilíbrio e justiça apenas quando obedecidas.

A Bíblia, em meu ver, é a mais fantástica das literaturas que existem na face deste planeta. Mesmo que excluíssemos toda a mística e o conteúdo espiritual dos textos bíblicos, ainda assim, eles definitivamente continuariam sendo o best-seller que já são. São textos maravilhosos, inspiradores, cheio de graça.

Mas, pra nós que cremos que eles são também textos inspirados pelo Espírito de Deus, entendemos que devemos respeito e obediência a estes textos, para nós, sagrados.

Mas vejam bem, a obediência a estes textos está muito menos vinculada à obediência a Deus e muito mais vinculado ao benefício de nós mesmos. Explico: não devemos ser obedientes às orientações bíblicas para aplacar a ira de Deus, mas devemos obedecer as instruções ali contidas para que nós mesmos possamos evitar nosso próprio mal (nossas próprias punções existenciais que fazem mais mal a nós mesmos que a Deus). Evitar o mal e a maldade é evitar nossa ancestralidade adâmica – a obediência aos ensinos bíblicos nos afastam do mal que vive em nós.

Ao termos um estilo de vida que privilegia a obediência às orientações bíblicas, estaremos nos afastando do mal e nos livrando de encrencas. Não pecar é essencialmente não fazer o mal aos outros e a nós mesmos, já que fazer o mal gera consequências que invariavelmente diminui a qualidade de vida nossa e de quem nos rodeia. Qualidade de vida é vier em paz com todos, ou seja, é viver debaixo da orientação bíblica.

Se quero ter uma vida boa e me dar bem, sigo a Bíblia, pois ela é a regra de fé e de prática que me faz evitar comportamentos danosos a mim mesmo. Seguir na Bíblia é se dar bem na vida. Seguir a Bíblia é coisa de gente esperta, que não quer sofrer!

E digo mais, mesmo que o indivíduo não seja cristão ou religioso, se ele, mesmo assim, adotar princípios bíblicos para nortear sua vida e ações, esta pessoa também será abençoada e beneficiada em sua existência. Daí vermos famílias tranquilas e “abençoadas”, mesmo não sendo “crentes” (na acepção da palavra) pois são famílias obedientes a princípios bíblicos, mesmo que inconscientemente (já que a cultura e princípios cristãos se amalgamaram à cultura “pagã”).

 

Luciano Maia

2 comentários em “QUER SE DAR BEM NA VIDA?

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