REZA, PRECE OU ORAÇÃO?

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Os discípulos de Jesus pediram para que Jesus os instruíssem a orar e Jesus os ensinou. Sempre existiram dúvidas a respeito de como se deve orar naqueles que seguem a Cristo, e a Bíblia é repleta de ensinamentos que nos corrigem e direcionam a orarmos de forma eficaz.

Alguns questionamentos são sobre a necessidade de se orar, como se perguntassem: “Se Deus já sabe de tudo, porque devo orar?”. Há os que dizem que a oração é apenas um exercício útil para gerar paz e tranquilidade naquele que ora, mas seria a oração apenas um “exercício psicológico”, ou de fato também produz resultados concretos, mudança de realidades e implicações espirituais?

Diante de todos os questionamentos há uma verdade: devemos orar. Não há dúvida que orar é um mandamento e não atender a isto é desobediência. Mandamento não como um castigo, mas como uma instrução que gera vida. A realidade de Deus é traduzida a nós pela oração, de tal forma que não orar é privarmos de compreender e viver a vontade de Deus para nós.

Assim, a oração não é para que Deus aja, faça ou trabalhe. A oração é para que aquele que ora compreenda como Deus age, conheça o que Deus está fazendo e se comprometa a trabalhar na revelação do Reino de Deus.

A oração não é para mover Deus, a oração nos move para aquilo que é a vontade de Deus. A oração não é para Deus atender nossas necessidades, a oração é para que creiamos que Deus é nosso Pai e que dEle procedem todo o bem, o sustento, a vida e o perdão.

Sem dúvida o segredo não está nas palavras ditas durante a oração, não existem palavras mágicas que ativam o poder de Deus. Tão pouco na forma, no lugar ou na pessoa que faz a oração. O segredo está na disposição do coração, na entrega, na confiança, no conhecimento de quem nosso Deus é. Pois, a verdade é que quando oramos Deus ouve, sempre ouve.

Nossa cultura religiosa define oração como um “ato de pedir coisas a Deus”, contudo, a oração pode até conter petições, mas ela não é isto. A oração é um meio onde se estabelece contato, proporciona a relação com Deus e efetiva a transformação de realidades pela ação de Deus em nós.

Assim, tenhamos mais Orações que se configuram como uma conversa entre um Pai eternamente amoroso e seus Filhos. Orações que não se pareçam com um pedido de “menino mimado”, mas, quando houver petições na oração, que seja segundo uma relação de confiança e dependência ao Pai Eterno.

Muitas dúvidas podem haver sobre a oração eu sei, e que elas sejam esclarecidas pelo estudo da Bíblia, mas que nunca deixemos de lado a certeza que: devemos orar sempre a um Deus eternamente bom, de ouvidos abertos e mãos estendidas.

Ore mais, ore melhor.

Marlon Camacho
maio/2015.

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