SOBRE DUAS RODAS EU SOU MAIS DEPENDENTE!

1Sexta-feira geralmente é dia de tirar a moto da garagem. A minha, uma HD 883, modelo clássico da Harley Davidson, foi idealizada há quase seis décadas e mesmo assim ainda é um destaque da marca, oferecendo uma gostosa experiência sobre duas rodas. A minha é pouco rodada, mas já me deu muitos bons momentos.

Parece óbvio dizer isso, mas andar de moto é bem diferente do que andar de carro! A diferença não está somente na quantidade de rodas e na ‘carcaça’ que às vezes é utilizada como armadura… para além disso, quem anda de moto ganha mobilidade, liberdade, presença e um bom bronzeado! Por outro lado, o motociclista precisa conviver com o risco das manobras dos veículos, o desconforto do sol intenso ou da chuva, o peso do capacete e a constante tensão nos ombros e braços.

Figurativamente, parece-me que quando estou de moto eu faço parte da paisagem. Sou componente de toda beleza que vejo e que foi fruto das mãos divinas. De carro, encarcerado num engarrafamento, parece que assisto um filme sem graça, recheado de intervalos comerciais (rádio, outdoors, banners, carros de som), enquanto de moto sou personagem do ambiente as coisas passam tão rápido que não há com elas interação.

É inquestionável que quem pilota moto está sujeito a sofrer mais drasticamente as variações do ambiente. Por exemplo, um buraco que, no máximo, chega a empenar a roda de um carro, pode significar uma queda com potencial prejuízo à saúde do motociclista. Da mesma maneira, um animal que atravesse a pista, uma ave (ou mesmo um inseto) representam um risco expressivo para um motociclista, enquanto que para o carro, pode passar despercebido.

Por isso, quando ainda na garagem, subo em minha moto, penso em quantas variáveis estou sujeito e concluo: somente pelas mãos de Deus chegarei bem ao meu destino! E aí a viagem de moto deixa de ser um deslocamento e passa a ser uma experiência espiritual!

Dentro do capacete vou louvando e agradecendo a Deus por tudo que lembro, vejo, além de invocar Sua presença durante o trajeto. Organizo alguns pensamentos e planejo as coisas do dia. Canto músicas que gosto, tipo: “usa-me senhor, faz de mim um instrumento, para o seu louvor…” ou “abençoa minha casa, abençoa todos nós, abençoa minha vida…” (heheheh) aproveitando a necessária ausência do rádio e a maravilhosa oportunidade de não ser interrompido pelo celular. É sim uma curtição…

Comparo esse tempo sobre duas rodas com nossa jornada espiritual. Muitas vezes estamos tão confiantes em nossas capacidades, que parece que estamos andando de trator! Tempo em que Deus não tem muito o que fazer por nós e portanto, não tem espaço em nossa agenda. Mas, quando nos vemos sobre duas rodas, gozando da prazerosa liberdade dependente, podemos ter experiências mais marcantes, com a convicção de que apenas guiamos, mas é Deus quem está no controle!

Fica o convite: saia da segurança de uma existência vivida sobre “quatro rodas”, onde não há espaço para uma experiência com ‘sintonia mais fina’ com Deus e aventure-se numa jornada espiritual sobre “duas rodas”!

Sinta-se abraçado pelo vento, beijado pelo sol e vigiado pelo Céu!

Você pode até ficar inseguro de entregar as rédeas de sua vida para Deus, mas as experiências que você terá farão você jamais voltar atrás! Um ‘rolé’ sobre duas rodas, com Cristo na garupa, é uma viagem inesquecível!

Márcio Marques
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E para para quem curte a vida em duas rodas, seguem quatro filmes publicitários sensacionais.

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